Apresentação

O processo de degradação a que os ecossistemas naturais vêm sendo submetidos desde o período colonial até os dias atuais, tem resultado num conjunto de problemas ambientais, como a extinção de várias espécies da fauna e da flora, as mudanças climáticas locais, a erosão dos solos e o assoreamento dos cursos d’água. Numa escala global, o desmatamento tem contribuído para os problemas ambientais que afligem a humanidade na atualidade, como o efeito estufa, a escassez de água em determinadas regiões e as grandes mudanças climáticas.

Em todo o território nacional inúmeras áreas, que pela sua importância ecológica, são definidas pela legislação ambiental como de preservação permanente e, portanto, deveriam ter a vegetação original preservada, foram convertidas em áreas agrícolas, urbanas e pastagens ou simplesmente degradadas e abandonadas.

Além destas APPs, outras tantas áreas legalmente apropriadas para a agricultura encontram-se improdutivas, submetidas a variados níveis de degradação do solo, com impactos diretos nos cursos d’água, na vegetação, na fauna e obviamente na população humana.

Neste cenário, este evento representa uma oportunidade de troca de experiências entre os diferentes representantes de entidades públicas e privadas, possibilitando assim, mostrar as novidades das novas pesquisas, sobre modelos, técnicas, produtos e equipamentos empregados na restauração de áreas degradadas. Além disto, busca contribuir para a conscientização da sociedade sobre a problemática da degradação ambiental e da urgente necessidade de frear e reverter este processo.

Objetivo

Promover a difusão tecnológica e o intercâmbio entre professores, pesquisadores, gerentes e técnicos de empresas florestais, estudantes universitários, fabricantes de produtos e prestadores de serviços no contexto da restauração ecológica;
Criar condições para transferências de informações entre diferentes grupos do setor público e privado;
Promover um fórum de discussão sobre os problemas relacionados à restauração de áreas de preservação permanente, reserva legal e áreas degradadas em geral;
Divulgar técnicas e modelos de restauração florestal e de outros ecossistemas empregadas nas diferentes situações de degradação ambiental.



Coordenação Técnica


Prof. Sebastião Venâncio Martins – DEF/UFV

Bolsista de Produtividade em Pesquisa nível 1A do CNPq. Doutor em Botânica pela Unicamp, Mestre em Ciência Florestal pela UFV, Engenheiro Florestal pela Ufla. Professor Titular do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa. Coordena o Laboratório de Restauração Florestal da UFV (www.larf.ufv.br), através do qual desenvolve projetos de pesquisa e assessoria sobre restauração ecológica em empresas dos setores de mineração, de celulose, e de geração de energia. Participou de 96 projetos de pesquisa, tendo sido coordenador de 57 projetos. Publicou 15 livros, sendo um deles pela Editora Nova Science Publishers, de New York, Estados Unidos. Publicou ainda 35 capítulos de livros e 181 artigos científicos em revistas nacionais e internacionais e 112 trabalhos em congressos. Proferiu 49 palestras em eventos científicos. Orientou 45 estudantes de mestrado, 26 de doutorado, 2 de pós-doutorado, 19 de iniciação cientifica e 38 monografias de TCC. Orientador no programa de pós-graduação em Ciência Florestal da UFV (nível 6 Capes). É consultor cientifico do CNPq, CAPES, FAPEMIG, FAPESP, FAPESB, FAPES, FAPEAM, EMBRAPA, INPA, do Ministério de Educación, Ciencia Y Tecnología da Argentina, e das principais revistas nacionais e internacionais. Foi Editor-chefe da Revista Árvore publicada pela Sociedade de Investigações Florestais, na qual atualmente é Editor Cientifico. Foi Editor de Área nas revistas Scientia Forestalis, publicada pela Esalq/USP, e Rodriguezia publicada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. É revisor de artigos em todas as revistas nacionais de ciências florestais e de várias revistas internacionais, como Restoration Ecology, entre outras.