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Monitoramento Ambiental da Veracel faz 5 anos
A preocupação com o meio ambiente foi o ponto central da 5ª reunião da Rede de Percepção de Odor (RPO) da Veracel, realizada no dia 23/01, no Centro de Visitantes do Terminal Marítimo de Belmonte (TMB). O encontro reuniu os voluntários da Rede, e seus convidados, com o objetivo de apresentar os resultados do monitoramento da emissão de odor da fábrica nas comunidades do entorno.
No evento, os voluntários reafirmaram seu compromisso de entrar em contato com a Veracel sempre que perceberem qualquer indício do odor característico da produção de celulose em suas comunidades. Em 2009, foram registradas apenas sete ocorrências de percepção.
A fábrica da Veracel é uma das mais modernas do mundo e possui um sistema de controle apurado, que raramente permite vazamentos com o cheiro característico do processo de produção da celulose. Em 2006, primeiro ano de atuação da rede, foram registradas 17 ocorrências de odor na comunidade. No ano seguinte, foram 11 registros e em 2008 houve redução para seis registros.
“O planeta é pequeno e tem fim. Vocês estão ajudando a cuidar dele, estão cuidando da nossa casa. É um trabalho de pessoas que estão preocupadas com as questões ambientais”, destacou a gerente de Sustentabilidade, Eliane Anjos, durante a abertura do evento. A importância do trabalho dos voluntários também foi destacada pelo coordenador de fábrica, Marcos Aberto Monfardini. “Eu que atendo as ligações de vocês. Elas são muito importantes para que nós possamos tentar acabar com as ocorrências”, destacou o Monfardini.
Os voluntários monitoram a emissão de odor nas comunidades e, sempre que percebem algum cheiro nas suas comunidades, entram em contato com a fábrica, por meio de ligação telefônica gratuita. O contato é direto com um coordenador de fábrica, que registra a ocorrência, investiga o caso, toma as providências e dá o retorno à comunidade. “É um prazer participar e ver que estou ajudando”, disse a Almerinda Paiva Ramos, moradora de Santa Maria Eterna, que há quatro anos faz parte da RPO.
“Estou feliz em participar, pois além de ajudar, tenho a oportunidade de aprender mais. Hoje aprendi muito sobre ecologia”, disse a auxiliar de enfermagem, Lucineide Bispo, moradora de Itagimirim, se referindo à palestra sobre o monitoramento de desova de tartarugas na área de influência do Terminal Marítimo de Belmonte, desenvolvido pelo Projeto Amiga Tartaruga (PAT-Ecosmar).
Os voluntários da RPO participaram também de uma visita às instalações do TMB, onde são embarcados os fardos de celulose, com destino ao Portocel, no Espírito Santo. “É a primeira vez que venho aqui no TMB. Gostei muito da estrutura e a organização é perfeita. Também gostei muito de saber mais sobre a RPO, esse contato com a comunidade é importantíssimo”, destacou o engenheiro florestal João Rui Ferreira, técnico da Secretaria de Meio Ambiente de Belmonte, que foi ao encontro a convite da Veracel.
A Rede é formada por voluntários das comunidades de Itapebi, Itagimirim, Mundo Novo, Projeto Maravilha, Vera Cruz, Barrolândia, Eunápolis, Belmonte e Santa Maria Eterna, escolhidos entre pessoas que mantém contato direto com a comunidade, a exemplo de professores e agentes de saúde. Sem a atuação da RPO, a empresa poderia optar por instalar equipamentos com sensores, mas dois motivos justificam preferir a Rede. O primeiro é que o olfato humano é altamente sensível e pode reconhecer uma mistura de compostos odorosos de forma instantânea e melhor do que qualquer equipamento e, por outro, o relacionamento com a comunidade enriquece o monitoramento ambiental.
Este monitoramento é um requisito legal e os relatórios sobre as ocorrências de odor na comunidade são periodicamente encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente da Bahia (IMA), destacou Tarciso Matos, especialista em meio ambiente da Veracel.
Fonte:Celulose Online.


