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Bacia do Rio Doce: primeiros convênios entre UFV e Fundação Renova são assinados

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Foto: Instituto Amazônia

Os primeiros convênios para realização de pesquisas e ações visando à recuperação dos impactos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), foram assinados por representantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Fundação Renova e da Sociedade de Investigações Florestais (SIF). Os projetos a serem desenvolvidos vão ter a participação de professores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação da UFV.

Entidade responsável pela gestão de programas de reparação das áreas impactadas, a Fundação Renova buscou a UFV – primeira instituição de ensino superior com a qual assinou um acordo de cooperação – em função da excelência da Universidade nessa área de conhecimento. “Pela proximidade com a região afetada e por dispor de pesquisadores que são referência no assunto, a Federal de Viçosa apresenta o perfil mais apropriado para levarmos adiante as iniciativas necessárias”, explicou um dos gerentes da Renova, Leonardo Silva, que, acompanhado por outro integrante da Gerência Socioambiental da Renova, Fábio Nabeta, destacou o caráter inédito dos estudos e ações a serem implementados. “Os convênios tratam da restauração de metade dos dois mil hectares impactados. A recuperação de uma área atingida por rejeitos desse tipo requer novos saberes e técnicas alternativas, e nesse sentido a presença dos profissionais e estudantes da UFV se torna ainda mais importante”, acrescentou.

Um dos convênios assinados tem como objetivo definir critérios para a priorização das áreas a serem restauradas, produzindo análises que servirão como fundamento para ações posteriores. Sob coordenação do professor Sílvio Pereira, do Departamento de Engenharia Agrícola da UFV, terá duração de um ano. O outro é destinado à restauração ecológica e ao estabelecimento de diretrizes para o monitoramento de áreas restauradas, tendo previsão de ser executado em três anos. Seu coordenador, o professor Sebastião Venâncio Martins, do Departamento de Engenharia Florestal, já esteve na região afetada pelo desastre fazendo avaliações preliminares. “É uma grande oportunidade e um desafio calculado. Temos uma proposta técnica bastante embasada e pretendemos criar indicadores precisos que permitam restaurar a mata ciliar, oferecendo condições para que, a partir de certo ponto, a própria natureza se encarregue”, disse.

Considerado o maior desastre ambiental da história brasileira, o rompimento da barragem de Fundão aconteceu no dia 5 de novembro de 2015. Rejeitos provenientes da extração de minério de ferro pela empresa Samarco inundaram a região, causando mortes, destruição e afetando a bacia do Rio Doce, com graves consequências para diversos ecossistemas e para o sustento de milhares de pessoas. No ano seguinte, por força de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), foram iniciadas as atividades da Fundação Renova, com vistas à gestão de programas e projetos de recuperação – entre os quais os que acabam de ser firmados com a UFV.

Na universidade, os dois convênios recentemente assinados terão seus recursos geridos pela SIF. “Nossas expectativas são as melhores possíveis. É uma excelente oportunidade para contribuirmos com o desenvolvimento da região”, observa o Diretor Geral da entidade, Sebastião Renato Valverde. “Estamos safisfeitos na medida em que podemos cumprir nossos objetivos, viabilizando iniciativas e fomentando atividades de ensino, pesquisa e extensão”, acrescenta o gerente executivo da SIF, Ismael Pires. Essa parceria e os projetos decorrentes estão também sendo acompanhados pela Diretoria de Relações Institucionais (RLI) da UFV, representada na ocasião por seu diretor, professor  Alair Freitas.

Os recursos dos convênios assinados entre a UFV e a Fundação serão geridos pela SIF.

 

Com informações: [Divulgação Institucional UFV]

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